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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Primeira Fanfic: A Descoberta

   - Bom dia!
   Foi a primeira estupidez que eu disse para o menino por quem sou secretamente pirada!
   OK, vamos voltar um pouquinho...
   Eu tinha acabado de completar 15 anos, estava preparadíssima para a minha futura viagem para Atenas, só esperando as férias.
   Com a minha mesada, eu comprei todos os livros que eu já tinha em pdf mas estava faltando. Faltava apenas A Casa de Hades e O Sangue do Olimpo! Pronto! Agora eu tinha toda a coleção! s2 s2
   No dia seguinte teve aula, clara né, Segunda-Feira!
   Mas tinha uma coisa errada...
   Meu número de chamada foi de 24 à 31 e a professora nem sequer comentou.
   Aumentou 8 números. Ou a prefeitura decidiu que o primeiro número da ordem numérica seria 8 por lei e agora se contaria "8, 9, 10..." e assim por diante, ou, outras 8 pessoas foram acrecentadas na lista.
   A primeira opção soava tão idiota que decidi escolher a segunda.
   Mas porque 8 novas pessoas se matriculariam faltando um mês para as férias?
   Procurei em volta para ver quem era e achei, exatamente, 8 pessoas que eu nunca tinha visto antes. Me virei para uma das minhas amigas.
   - Você conhece aqueles oito ali?- Falei apontando com o queixo para eles.
   - Não,- Ela disse- mas a maioria aqui conhece, pelo que eu sei... eles são bem populares desde o começo do ano.
   Franzi a testa.
   - Eles não são novos?
   - Não, amiga!- Ela disse- Eles estão aqui a um tempão!
   - Então porque eu nunca vi eles?
   Ela franziu a testa.
   - Amiga,- Ela disse calmamente- você tá bem?
   - Eu não tô loca! Vou provar, me diz, qual o nome deles?
   - Anh... que estranho, não lembro.- Ela disse coçando a cabeça.
   Estava prestes a responder quando a minha frente eu ouvi:
   - Com licença, srta. Camila, mas poderia conversar depois?- Disse a professora.
   Me virei e senti meu rosto esquentar.
   - Anh... sim, professora.
   - Obrigada!- Ela disse e voltou a ensinar sobre a História do mundo e blá- blá- blá...
   Mas a aula não foi tão boa, sentia olhos em mim o tempo todo, mas não me atrevia a olhar, tinha medo de acabar encarando um e ele gargalhasse da minha cara.
   Quando a aula finalmente acabou (Graças à Deus) peguei minha bolsa Channel e saí correndo.
   Quando cheguei lá fora que eu fui ver que o meu cell tinha ficado na sala! Dei um pequeno tapa na testa e corri para dentro torcendo para que ninguém tivesse pego meu celular!
   Entrei na sala com tudo e deparei com os 8 estranhos que eu nunca tinha visto e que se chamavam eu-sei-lá-o-que!
   Eles todos olharam para mim com uma espécie de susto-surpresa-pânico-raiva.
   Foi quando notei as armas nas mãos deles.
   Não eram armas de fogo, eram espadas de verdade!
   Me precipitei e saquei meu canivete-suíço. Não seria grande coisa, mas daria para tacar neles e sair correndo. Porque eu sabia que não tinha a mínima chance contra espadas douradas, mas eu podia intimidar e se as coisas piorassem... Bem, eu tinha meus truques!
   - Vocês...- Engoli em seco- Vocês também são monstros?
   Um dos meninos deu um passo a frente. Em pânico, eu atirei o canivete com a ponta afiada girando no ar. E cravou-se no braço que ele segurava a espada, ele urrou de dor e eu fuji.
   Se era um monstro, eu só o tinha zangado, deixei para lá o cell, eu tinha que correr, o máximo que as minhas pernas aguentarem!
   Mas as minhas sapatilhas não eram feitas para correr!
   Ouvia os passos dos outros correndo atrás de mim. E ser perseguida numa escola vazia sem poder escapar não era a melhor das coisas.
   Teria que usar meus truques que eu vinha praticando. Preferia manter em segredo, e quase nunca usava, já era esquisito demais ver monstros por aí, se as pessoas descobrissem mais isso... Bem, eu seria internada em um hospício!
   Me concentrei, pondo todo meu medo no ar e a temperatura caiu 50c*.
   O chão virou gelo, o ar nublou e a temperatura era de -30c*, não me pergunte como eu sabia! Os passos sumiram atrás de mim, provavelmente os meus perseguidores não conseguiam ver absolutamente nada, assim como eu!
   Eu tremia como um Chihuahua, meus dentes batiam, mas era uma meneira de me manter viva, isso se eu não morresse congelada.
   Ouvi um som como o de uma Águia, depois, como uma fogueira crepitando.
   Essa não! Se acenderam uma tocha... Comecei a procurar a saída.
   Mas depois de cinco passos eu esbarrei em um menino grandalhão e caí sentada. Me levantei num salto e saí correndo, ou melhor, deslizando por conta do gelo.
   - Ei!- Gritou o grandalhão.
   Ouvi mais passos escorregando de vez em quando.
   Mas eu não parava de escorregar!
   Acabei de cara com uma parede, eu não tinha para onde ir!
   Os 8 sei-lá-o-que chegaram e eu me encostei na parede em pânico.
   Logo me lembrei do que eu poderia fazer, nem prestei atenção, fiz um gesto de tapa no vento e todos caíram para a direita no chão, como se um murro invisível os tivesse acertado da esquerda.
   Corri de novo, mas algo caiu perto do eu pé. Pensei que fosse uma granada explodindo, mas era uma bola de fogo que quase fez churrasco do meu pé!
   O gelo ali, instantaneamente, derreteu. Depois, fui arrastada para trás!
   Olhei para baixo e vi o que me arrastava, o pequeno pedaço de gelo que derreteu quase me derrubava, me arrastando com ele para trás como um imã! Sim, estava sendo arrastada por água!            Comecei a gritar, quis saltar dali, mas estava concentrada demais tentando não cair para dar impulso, e meus pés pareciam estar colados!
   Entrei em pânico!
   Ouvia os sei-lá-o-que rindo atrás de mim, que me aproximava cada vez mais!
  Alguém pegou o meu braço esquerdo, um menino se aproximou para pegar o meu braço direito, mas me inclinei e chutei-o no peito. Ele voou longe.
   Tentei soltar meu braço esquerdo, mas quem o segurava era o grandalhão com quem eu me esbarrei.
   Então, pisei forte no pé dele, ele fez uma careta de dor mas não me soltou.
   Logo, seguravam meus dois braços e meus tornozelos, sério, o menino que eu chutei e um loirinho se deitaram no gelo para segurar meus pés, e ambos não pareciam felizes com isso.
   Enquanto isso, o grandalhão e um moreno com o braço sangrando, o que eu acertei com o canivete, supus, seguravam meus braços.
   Uma menina fofa com cabelo trançado veio para a minha frente.
   - Não precisa se exaltar, só queremos conversar.- Sua voz me atingiu como uma lufada de vento em uma tarde de verão, eu quis obedece-la. Mas... Não, eu conhecia feitiçaria, tudo ficou frio novamente.
   - Quem são vocês e o que querem comigo?- Perguntei, mas aí, caiu a ficha.
   Eu tinha me lembrado, uma menina persuasiva, fogo, água, Águia... Me toquei antes dela responder, meu queixo caiu.
   - Vocês... vo- vocês...- Comecei a tremer novamente, mas não era de frio.- Vocês, Vocês são os... os... os Sete e...
   Senti meus pulsos e tornozelos esquentarem, todos gritaram e me soltaram... menos o menino que eu tinha chutado, que não parecia incomodado com o calor dos meus tornozelos.
   - Me solte!- Disse, e ele obedeceu.
   Ele se pôs de pé.
   Pus as mãos na cintura e apoiei o peso do meu corpo em uma das pernas, encarando a menina loura que eu suspeitava que fosse a Annabeth.
   - Como você sabe sobre nós?- Ela perguntou.
   - Anh, Annabeth?- Chamou o menino que eu tinha chutado e que eu tinha certeza de chamar-se Leo- Acho que é por isso!
   Ele tinha A Casa de Hades nas mãos.
   - Ah, não!- Eu disse.- Se você atear fogo no meu livro, Valdez, eu faço você comprar outro do jeito mais difícil!
   - Que jeito... ?- Leo começou.
   - Leo,- Disse a menina de trança, Piper.- não queira saber.
   - OK!- Leo disse.
   - Ela é uma semideusa?- perguntou o menino que eu esfaqueei, Percy.- Porque se não for, eu adoraria mata-la.
   - Percy, não se altere, ela pensou que fossemos monstros.- Defendeu-me Annabeth.
   - Isso eu entendo,- Disse Percy- mas você me esfaqueou.
   - Perdão!- Falei- Como Annabeth disse, eu estava apenas me defendendo, já fui esfaqueada antes. Ugh! Não é nada legal!
   - Pera!- Leo disse.- Porque alguém iria querer te esfaquear?
   - Monstros.- Respondi coçando minha coxa, onde fui acertada por uma faca de carne.
   - Ah!- Leo pareceu bobo.
   O menino loiro, Jason, deu uma risadinha. Leo deu uma leve cotovelada nele.
   - Isso significa que ela é uma semideusa.- Me assustei com a voz atrás de mim, literalmente! Parecia que o menino tinha acabado de aparecer ali, Nico di Angelo.- Se não- Ele continuou.- Os monstros a ignorariam.
   - É, você tem razão.- Disse uma outra menina, com olhos dourados, cor de mel, Hazel.
   O grandalhão, Frank, entrelaçou os dedos nos dela.
   - Ela tem que vir conosco para o Acampamento, então.- Disse Percy.- Provavelmente é a semideusa poderosa que viemos buscar.
   - É.- Annabeth disse, encostando-se no namorado que passou o braço bom por ela.- Provavelmente.
   Eu não sabia nada sobre uma "semideusa poderosa", mas queria muito ir ao Acampamento. Estava doidinha para descobrir quem era meu pai/mãe divino.
   - Isso está errado!- Disse Piper, por um momento achei que ela não me apoiasse, e acho que os outros pensaram o mesmo, mas, aí, ela continuou.- Sem monstro? Isso está muito errado!
   - É, ela tem razão!- Filosofou Annabeth.- Isso é estranho.
   - Vai ver nosso desafio era apenas ela.- Falou Leo.- Ela já valeu por 2 monstros.
   - Nossa, valeu!- Falei.
   - Desculpa.- Leo pediu.
   - Falando nisso,- Continuei.- devolva meu livro, elfo maluco!
   Ele devolveu, enfiei ele na bolsa. O livro, não o Leo.
   De repente eu congelei. Ouvi uma familiar voz atrás de mim:
   - Vocês vão querer muito ir, não? Lamento, queridos, mas daqui, vocês não saem.



                                                                                                                                                 Continua...

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