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sábado, 27 de setembro de 2014

A Descoberta parte 2

Primeiro eu queria me desculpar, público. Anteontem, Quinta-Feira, infelizmente, eu não consegui postar a fanfic. :'( 
Minha internet caiu esses dois dias seguidos e eu não pude postar, então peço milhões de desculpas. Espero que me perdoem.



Continuando...


   Estephane.
   Sim, a minha amiga querida estava a minha frente exibindo presas de demônio, asas de morcego e garras que poderiam me fatiar como um pão-de-forma.
   E o pior, eu estava paralisada, meu gelo perdeu o efeito, a escola voltou a o que era antes.
   Eu não podia fazer mais nada.
   Não conseguia me concentrar, estava paralisada. Por medo... ou por magia. E Estephane queria me matar.
   O pior de tudo?
   Os meus heróis, os sete mais poderosos, os mais incríveis e o Nico, pareciam querer fujir.
   - Ouvi você perguntando para a Ashley mais cedo, se ela conhecia esses oito,- Estephane sibilou.- ela não conhece, mas de fato, eu conheço. E o que mais quero é acabar com a raça deles, e a sua!
   Ela arreganhou as presas e pulou em cima de mim.
   Me encolhi no chão, pondo os braços na frente da cabeça por instinto. Fiquei esperando a morte.
   Mas nada, absolutamente nada, me atacou.
   Espiei por entre os braços, mas o que vi não fazia sentido.
   Etephane socava, sibilava e arranhava freneticamente o vazio, como se uma parede invisível tivesse se formado na frente dela. Um campo-de-força, pensei.
   Os semideuses me olhavam sem piscar, embasbacados com os olhos arregalados.
   - Ah, Deus!- Eu disse.- Temos que sair daqui antes que ela venha! Rápido!!
   Isso pareceu acorda-los do choque, eles me ajudaram a levantar e nós corremos da escola. De novo quase caí com minhas malditas sapatilhas!
   Quase.
   Eu tropecei; Percy me segurou. Justo quem eu mais achava que ia me deixar cair de cara no asfalto me pegou pelo braço, impedindo que eu me esborrachasse no chão duro de cimento.
   - Obrigada.- Disse sufocando.
   Ele soltou um grunhido que poderia ter sido "Não se acostume a isso.", mas decidi levar como um "De nada.". Ele voltou a correr.
   Bufei de raiva, mas o segui.
   Ouve um estrondo atrás de nós , cometi o erro de me virar. Etephane me mirava, ela estava no alto, voando com suas horríveis asas de morcego. Tinha arrombado o teto da escola, o que achei inteligente, mas agora voava mortífera, e o alvo, era eu.
   - Hey!- Gritou Percy de algum lugar atrás de mim.- Venha logo e... Ah! Cuidado!!
   Só agora que ele fala?, pensei. Fala Sério!
   Me virei e corri, mas eu não tiha como fujir, aquela... seja-lá-o-que-ela-for, mergulhava como um falcão!
   Frank preparou seu arco e acertou uma flecha na cara do monstro, que pareceu surpreso.
   Percy e Annabeth sacaram as espadas ao mesmo tempo. Jason e Piper correram em posições diferentes, vindo para perto de mim, obviamente, para tentar me proteger.
   Hazel assoviou, e Arion, seu cavalo incrível, o cavalo que eu amo e que tenho um cavalo que nomeei em homenagem a ele, apareceu. Ela montou. Passou por Nico, que estava atrás de mim com a espada em punho, para defender minha retaguarda.
   Leo... não sei porquê, mas incendiou as mãos. Como sempre, deve ter sido para torrar o monstro, Estephane.
   Em pouco tempo, estava rodeada pelos oito semideuses mais poderosos (na minha opinião) fortemente armados. Se eu fosse Estephane, provavelmente, sairia correndo, ou voando, o que vier primeiro.
   Mas, obviamente, eu não sou Estephane.
   Como um raio, ela desceu com as garras estendidas para mim, pronta para me fazer em pedaços.
  Eu, com certeza, devo ter gritado. Pondo, de novo, as mãos em frente ao rosto, em instinto defensivo.
   - Ei, você!- Gritou a voz de Frank para mim.- Corra!
   Não precisa nem pedir duas vezes, pensei. Fiz o que ele mandou.
   Cada vez mais eu perdia a paciência om minhas sandálias. Saí tropeçando dali, como um carro em asfalto esburacado.
   O que ouve foi uma completa algazarra.
   Como eu saí do lugar, a o-que-quer-que-ela-fosse foi direto para o Nico que conseguiu se abaixar a tempo. Frank atirou outra flecha na cara dela e ela recuou, diminuindo a velocidade e sibilando raivosa, mas a flecha em si não parecia te-la ferido nem nada. Ela parou no meio do círculo de semideuses.
   Percy partiu para cima dela, o que fez todos se mexerem. Annabeth cortou o pulso do monstro, Nico cutucava Estephane em diversos lugares, e alguns não pareciam muito legais, nem confortáveis para ela, que sibilou irritada. Hazel fazia o mesmo, mas fazendo buracos mais profundos nas asas dela, espetando rapidamente e depois saindo veloz com Arion. Frank atirava flechas. Jason voava e chutava a cabeça da criatura. Piper ficava mandando frases aleatórias como "Gire!", "Bata-se!", "Caia!", "Renda-se!", "Atrás de você!" e o monstro ficava confuso. Leo havia incendiado o cabelo de Estephane, o que achei engraçado, e agora ele ficava lançando bolas de fogo em seus pés, o que fazia Estephane parecer querer dançar uma mistura de sapateado com dança irlandesa e dança da chuva. Hilário.
  Quando pensei que Estephane estava ferrada, tudo deu errado. Mas que novidade, pensei desanimada.
   Estephane gritou. Um grito sônico que fez meus ouvidos estalarem, levei minhas mãos às orelhas. As janelas quebraram e o grito também jogou todos ao chão. As chamas de seus cabelos apagaram, mas estava danificado, ela parecia ter cabelo de vassoura, preferia ele em chamas. Mas os seus machucados também sararam.
   Parecia ser impossível mata-la.
   Os heróis se levantaram combaleantes e confusos, olhando em volta com certo desgosto.
   - Onde estou?- Perguntou Annabeth.
   Leo olhou para ela confuso.
   - Quem é você?- Perguntou.
   - Quem são vocês?- Perguntou Hazel, erguendo a espata.
   Virei-me para Etephane.
   - O que fez com eles?- Perguntei indignada.
   Estephane exibiu as presas em  um sorriso.
   - Não esta claro? Apaguei a memória deles, não sou tão boa quanto você em magia, é só temporari...- Ela se interrompeu e deu um tapa na testa, vendo o que estava fazendo.- Não importa! Até lá, eles já terão se destruído.
   Ela arreganhou as garras.
   - Espere!- Gritei, peguei a espada de Percy que estava caída no chão.- Porque a magica não me afetou?
   Ela pareceu considerar a pergunta.
   - Essa é uma boa pergunta,- Confessou.- Mas não importa, olhe ao seu redor.- Ela apontou para os semideuses.
   Etavam todos se encarando desconfiados e sacando suas armas, Leo incendiou a mão inteira, pronto para atacar. Annabeth e Piper empunhavam as espadas e se encaravam com ódio no olhar. Percy e Jason faziam o mesmo, mas Percy estava desarmado, porque eu estava com Contracorrente, mas ele tinha outros truques. Leo e Frank pareciam determinados a matarem um ao outro, assim como Hazel e Nico.
   - Eles se mataram- Anunciou Etephane.- E enquanto isso, eu matarei você!- E pulou em cima de mim.
   Me defendi do primeiro golpe com Contracorrente. Tentei corta-la ao meio, mas ela desviou do eu alcance facilmente. Além do mais, Contracorrente era muito pesada para mim.
   Tentei mais uma vez, mas ela desviou a lâmina e passou as garras na minha perna esquerda.
   Chorei de dor, gritando como louca. Os heróis nem se moviam, como se não pudessem me ouvir. Estavam, ainda, se encarando, mas isso logo mudaria. Minha visão turvou.
   - Isso, pequena semideusa.- Disse Estephane.- Sirva a nós e pouparemos seus amigos.
   Eu sabia que o que ela estava dizendo era mentira. Mas eu não tinha o que fazer. Não sabia lutar, usava uma espada alheia que eu quase não conseguia levantar e estava sériamente ferida, com um corte tão fundo que poderia ter rompido um vaso sanguíneo.
   Mas eu não podia deixa-los sozinhos para se matarem. Eles eram meus amigos, até mesmo, mesmo que seja só um pouco, o Percy.
   Respirei fundo.
   - Não.- Eu disse decisiva.
   Estephane deu de ombros.
   - Tanto faz.- Ela disse.- Se você escolhe a morte...
   Ela se lançou em mim como se por uma catapulta. Dessa vez, eu reagi bem.
   Contracorrente agiu por cota própria e raspou o braço de Etephane. Ela urrou e terra jorrou de seu ferimento.
   - Maldita!- Ela gritou.
   Tentou me arranhar, mas eu saí do lugar com rapidez sobre-humana.
   Eu ordenei com a mente e a espada obedeceu, Contracorrente cortou fora a cabeça do monstro.
   Ela caiu e se desintegrou, transformando-se aos poucos em pó.
   Mas não podia ficar ali, apreciando meu trabalho, não tinha tempo. Virei-me para os semideuses que haviam começado a lutar.
   Annabeth aplicava golpes de judô na Piper, Percy tinha arrancado o gladio de Jason e usava contra ele. Por Frank estar com as calças queimadas, imaginei que o Leo tivesse marcado um ponto. Hazel e Nico estavam empatados em um combate corpo-a-corpo.
   Todos estavam quase mortos.
   - Parem!- Gritei.- Por favor!
   Eu não era Piper, não podia manipular as pessoas, mas botei todo meu sentimento nas palavras: medo, pavor, simpatia, amizade e amor.
   - Vocês não podem se matar!- Gritei, em vão, eles continuaram a lutar.- Por favor, nãao façam isso comigo!
   Estava me desesperando. Eles continuvam lutando como demônios, como se a magica tivesse, também, os feito surdos. Lagrimas corriam por meu rosto, estava vendo meus heróis favoritos, trazidos à realidade, mas  agora, estavam quase se matando. Aviamos nos tornado amigos em pouco tempo, mas agora, estava quase os perdendo. Nada podia ser pior.
   - Escutem!- Falei com mais força, e, por um momento, eles hesitaram, mas, por fim, voltaram a lutar. Mas só isso já me deu um ponto a mais de esperança. Me concentrei.- Vocês são amigos! Parceiros! Por favor, vocês não podem se matar! Lembrem-se das aventuras juntos! Escutem!!
   Eles pararam.
   Suas armas caíram no chão. Eles olharam uns nas caras dos outros. Confusos e culpados, como se não acreditassem que queriam se matar.
   Respirei fundo, eu havia conseguido. Um grande sorriso se formou nos meus lábios.
   Manquei até lá.
   - Obrigada- Ofeguei.- Obrigada por escutarem.
   - Oh, céus!- Piper disse.- Você está ferida!
   Ela apontou para a minha perna ensanguentada.
  Eu tinha me esquecido completamente do arranhão na minha perna, estava tão preocupada com meus novos amigos tentando se matar...
   Eles arquejaram.
   - Ah,- Eu disse.- Isso não é nada! O mais importante agora é que...- Não consegui terminar, perdi muito sangue, a dor me tomou e eu apaguei.


*******


   Acordei em um lugar diferente, deitada em uma cama nada confortável e sem travesseiro. Fala sério né!
   Estavam me alimentando com um suco que tinha gosto de Milk-Shake de morango, apesar de não aparentar.
   Quando vi quem estava me alimentando eu quase engasguei.
   - Você está bem?- Percy perguntou de mal gosto, como se fosse difícil dizer essas palavras.
   Porém, em sua voz também tinha agradecimento.
   - Sim,- Disse eu.- obrigada.
   - Não pareceu.- Disse outra voz, me assustando tanto que eu pulei na cama com o coração batendo forte.- Você ficou desacordada por cinco dias.
   Procurei na sala, onde tinham várias outras camas, vazias.
   Virei para o outro lado e o vi. Sentado em uma cadeira perto da porta, lindo como sempre.
   - Oh, bom dia!- Disse a Leo.
   Mas que estupidez! Era noite, dava para ver pela janela. A primeira frase de verdade que eu digo para o menino por quem sou secretamente pirada é um "Bom dia!" durante a noite.
   - Anh- Leo disse com um sorriso travesso.- Já é noite.
   - Reparei!- Disse bufando.- Boa noite, então!
   Ele não aguentou e riu, assim como o Percy. Senti meu rosto esquentar.
   - Posso morrer agora?!- Pedi.
   Eles caíram na rizada, me fazendo ficar ainda mais vermelha.
   Comecei a me levantar.
   Minha perna latejou, mas aguentei. Caminhei com dificuldade até a janela e chorei.
   Não tinha nada a ver com os meninos ou com a minha perna, era a dor que eu guardava dentro de mim. Minha aflição, minha angústia e ainda tinha aquele sonho... não! Isso não! Alguns meses atrás pensei que fosse só um sonho besta, mas, agora... tudo estava se ligando, exatamente o que aconteceu no sonho. Isso significava que... ah! Só de pensar me dava mais vontade ainda de chorar.
   Senti uma mão no meu ombro. Virei com tudo, era o Leo.
   - Hey!- Disse ele com olhar sereno.- Desculpa, não era minha intenção.
   Enxuguei uma lágrima na minha bochecha. Como explicar que uma coisa não tinha nada a ver com a outra? Como explicar o porquê de eu estar chorando sem explicar aquilo? Minha expressão devia demonstrar muita dor porque Leo pediu desculpas de novo.
   - Anh... é... tá- Eu disse.- Tudo bem, não é nada.- Mas era tudo.
   Ele me abraçou, um abraço fraterno, mas que me fez derreter. Senti um choque, como se eu tivesse tocado em uma tomada. Eu quase desmaiei de novo.
   O abraço durou só um minuto, mas pra mim, foi como se durasse uma eternidade.
   Ele se afastou, sorriu e foi embora deixando-me sozinha com o Percy.
   - Você também vai me abraçar?- Perguntei a Percy, sorrindo envergonhada e, possivelmente, um pouco vermelha.
   Ele riu.
   - Leo sabe como surpreender as pessoas, ele sempre surpreende todo mundo.- Percy disse.
   - É.- Eu disse.- Eu sei.
   - Às vezes esqueço que você já leu sobre nós.- Confessou.- Isso é meio estranho.
   Sorri.
   - Mas mesmo assim- Ele continuou.- você me esfaqueou.
   - Na verdade- Eu disse.- eu lancei um canivete em você.
   - Dá no mesmo!- Ele disse.
   - Sinto muito.- Pedi.- Se eu soubesse quem você era, mas o pânico me tomou e eu respondi.
   Ele sorriu.
   - Nisso eu te entendo.- Falou.- Eu te perdoo.
   Encarei ele com um sorriso irônico e com os braços cruzados.
   - Tá bom, tá bom!- Ele cedeu.- Desculpa!
   Suavizei a expressão.
   - Bom,- Eu disse.- agora está melhor.
   Ele riu e se levantou.
   - Vamos?
   Estranhei.
   - Para onde?
   - Jantar.- Ele respondeu.
   Me levantei e o segui.


                                                                                                                                                 Continua...

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